Archive for outubro \05\UTC 2011

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Vídeo Boris Fausto – parte 1

Vídeo Boris Fausto – parte 2

Vídeo Boris Fausto – parte 3

Educação no Brasil Colônia

O PERÍODO COLONIAL

O período colonial no Brasil ocorreu de 1500 a 1822;

Objetivos dos colonizadores portugueses: aquisição de terras, riquezas e poder;

Portugal buscava uma terra que fosse grande produtora e fornecedora de produtos lucrativos no comércio europeu; E até mesmo após a independência, a situação continuou a mesma: Brasil exportava matéria – prima e importava produtos manufaturados.

Em troca destas posses, ofereciam aos povos colonizados o perdão divino e o paraíso, que lhes custavam abandonar suas crenças, cultura e tradições, além de se submeterem ao trabalho escravo aos representantes de Deus na Terra: os colonizadores;

Neste contexto, os jesuítas tiveram papel fundamental;

COMPANHIA DE JESUS

Fundada por Inácio de Loyola, em 1534, para contrapor-se ao avanço da Reforma protestante;

Tinham como principal objetivo educar novas gerações e por meio de ações missionárias disseminar a fé católica aos povos colonizados;

Aliados à realeza, acreditavam que seria mais fácil submeter os índios e suas terras conquistarem, se aqui fossem tidos como representantes de Deus;

“Jesuítas empenharam-se em pregar a fé católica, buscando salvar almas, que por sua vez facilitava a participação e entrada dos colonizadores; e também realizavam um trabalho educativo, em que enquanto ensinavam as primeiras letras e a gramática latina, ensinavam a doutrina católica e os costumes europeus” . (PILETTI, Nelson)

Chegaram a Salvador em 1549 e dirigiram-se para diversas regiões do nosso país, primeiro para o sul e depois para o norte.

JESUÍTAS: AS ECOLAS DE PRIMEIRAS LETRAS

• Escolas de ler e escrever, onde também ensinavam o idioma e os costumes de Portugal;
 
• Tinham públicos bastante distintos, aos quais souberam se adaptar muito bem. Eram eles os filhos dos:
Senhores de Engenho;
Colonos;
Índios;
Escravos;
 
• Aos jovens e adultos buscavam orientar a fé e às crianças ensinavam as primeiras letras;
 
• Às crianças indígenas, ensinavam sua língua nos colégios e se utilizavam de órfãos vindos de Portugal para atraí-las, que por sua vez acabaria por atrair também seus pais;
 
• Aqueles que se convertessem à fé católica e fossem batizados eram glorificados ao paraíso. Já aqueles que resistiam eram ameaçados às penas do inferno.
 
•Ratio studiorum: compunha o plano completo dos estudos mantidos pela companhia de Jesus.
 
•Ofereciam-se :
Aulas elementares de ler e escrever;
Cursos de: Letras, Filosofia e Ciências (nível secundário)
Teologia e Ciências Sagradas (nível superior destinado principalmente à formação de sacerdotes)
 
• Aqueles jovens que terminassem algum dos cursos de nível secundário e não quisessem se orientar para a carreira eclesiástica tinham de continuar seus estudos na Europa.
 
O FIM DOS JESUÍTAS
 
 

Marquês de Pombal

• Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de pombal, foi primeiro – ministro de Portugal entre 1750 e 1777;

•Neste período realizou algumas mudanças com o intuito de centralizar a administração do poder;
 
• O Marquês de Pombal entrou em conflito com os jesuítas, dizendo que estes tinham intenção de se opor ao governo português. Do conflito chegou-se ao rompimento quando o marques suprimiu as escolas jesuíticas de Portugal e de todos os seus domínios. Em seu lugar foram criadas as aulas régias de Latim, grego e retórica, que não eram tão eficiente quanto o sistema jesuítico. O objetivo foi criar-se uma escola útil aos fins do Estado.
 
• Quando foram expulsos em 1759, os jesuítas mantinham 36 missões, escolas de ler e escrever e 18 estabelecimentos de estudo secundário (colégios e seminários), localizados nos pontos mais importantes do Brasil.
 
 
 Bibliografia:

• PILETTI, Nelson. História da Educação no Brasil. São Paulo : Ática.
 
 
 
 
 

História é vida

Para entender a educação a partir da história é necessário tomar consciência que esta é um processo.E portanto, constituída ao longo do tempo.
O processo educacional nasce no ambiente familiar e se ramifica por todos os ambientes nos quais e com os quais a pessoa mantém contato ou estabelece relações. Isso implica dizer que uma primeira característica do processo educacional é o fato de se desenvolver a partir de um cada vez mais amplo processo de relações. Ninguém se educa sozinho, mas nas relações. E relação é processo que se amplia, constantemente. (Neri de Paula Carneiro)
 

NAVEGANDO PELA HISTÓRIA